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16/08/2012

 

O Tabernáculo e a Arca

 

 Que os nossos corações e inteligências, sejam sempre iluminados pela inspiração divina da força criadora do Deus vivo, ou do Grande Arquiteto do Universo, seja qual for a maneira como se enxerga e se acredita na existência de um Ser Supremo, para deixarmos de lado quaisquer paixões e intransigências e refletir serenamente sobre as coisas de forma equilibrada e coerente. Há muita coisa fora do alcance de nossa percepção e entendimento, mas por outro lado, também existe lógica e razão com as quais podemos perceber e enxergar muitas coisas perfeitamente. 

A filosofia, através da dimensão metafísica, entende que é possível realizar especulações teóricas, compartilhando a realidade com a religião, em busca de verdades primeiras, relativas à natureza de Deus, da alma e do Universo, utilizando para isso,procedimentos argumentativos, lógicos e dedutivos. 

Dito isto, falemos do Tabernáculo e da Arca da Aliança; “Disse o Senhor a Moisés: Fala aos filhos de Israel que me tragam oferta; de todo homem cujo coração o mover para isso, dele recebereis a minha oferta. Esta é a oferta que dele recebereis: ouro, prata e bronze, e estofo azul e púrpura e carmesim e linho fino e pelos de cabra”. (Êxodo Cap 25 Vers 1, 2, 3 e 4). 

Em seguida, Deus lista as diversas matérias primas necessárias; peles de carneiro, tintas de vermelho, peles de animais marinhos, madeira de acácia, azeite para a luz, especiarias, incenso aromático, pedra de ônix, pedras de engaste e todo o material necessário para a construção do Tabernáculo; “E me farão um santuário, para que eu possa habitar no meio deles. Segundo a tudo o que eu te mostrar para modelo do Tabernáculo, e para modelo de todos os móveis, assim mesmo o fareis”. (Êxodo Cap 25 Vers 8 e 9).
 

Prosseguindo disse Deus à Moisés; “Também farão uma arca de madeira de acácia; de dois côvados e meio será o seu comprimento, de um côvado e meio a largura, e de um côvado e meio a altura. De ouro puro a cobrirás; por dentro e por fora a cobrirás, e farás sobre ela uma bordadura de ouro ao redor”. (Êxodo Cap 25 Vers 10 e 11). 

Moisés transmitia estas ordens aos artesões, conforme vimos no texto bíblico, reproduzindo as orientações recebidas diretamente de Deus. As determinações definiam especificações, dimensões e a seqüência das ações práticas para a confecção de uma relíquia de inestimável valor; eram os planos de fabricação da Arca da Aliança. 

Posteriormente, a Arca da Aliança abrigaria as Tábuas dos Dez Mandamentos, um pote de Maná e o cajado de Arão; símbolos importantíssimos, não apenas para a história do povo de Israel quanto para a história da humanidade, todos estes símbolos, fundamentalmente ligados à fé. 

As cortinas do Tabernáculo eram adornadas por laçadas decorativas, colchetes de ouro e bronze e outros adereços, compondo assim um conjunto harmônico, cerimonioso e solene. Um átrio com cem côvados de comprimento de cada lado, ostentava vinte colunas e bases de bronze com ganchos e vergas de prata. Em seu interior, vários ambientes estavam aparelhados com utensílios de bronze para os serviços gerais. 

Com toda esta movimentação organizacional, um aspecto diferencial que chama a atenção, é que havia uma percepção por parte do povo de Israel, que existência um canal de comunicação direta com o criador, através de um porta voz privilegiado. 

Moisés, era o elo de ligação e freqüentemente subia o Monte Sinai, para receber ordens diretamente do Criador dos Mundos. 

Moisés mostrava sinais de poder, coisa que fundamentava suas afirmações.

“Respondeu Moisés; Mas eis que não crerão, nem acudirão à minha vóz, pois dirão; O Senhor não te apareceu. Perguntou-lhe o Senhor; Que é isso que tens na mão?

Respondeu-lhe; Uma vara. Então lhe disse; Lança-a na terra. Ele a lançou na terra, e ela virou uma cobra. E Moisés fugia dela. Disse o Senhor a Moisés; Estende a mão, e pega-lhe pela cauda (estendeu ele a mão, pegou-lhe pela cauda e ela se tornou em vara)”. (Êxodo Cap 4 Vers 1, 2, 3 e 4) 

Alguns prodígios desta natureza davam a Moisés a necessária credibilidade, para manifestar-se livre e inquestionavelmente diante do povo de Israel, em nome do Senhor dos Exércitos. 

A credibilidade alcançada produzia um resultado interessante, que era a cristalização e o amadurecimento da fé do povo de Israel; o Deus vivo inspirava admiração, evidenciada pela adoração e despertava temor, demonstrado pelos holocaustos e sacrifícios. 

Essa verdadeira devoção, fazia o povo de Israel, se empenhar dedicadamente à monumental tarefa de construir, uma obra grandiosa como o Tabernáculo, com um objetivo final de adoração e louvor. 

O Tabernáculo era o ambiente adequado para a realização do culto, a ser prestado ao Deus vivo. Figuras importantes foram destacadas para cumprirem o papel de condutores dos rituais necessários de adoração. 

Arão, através de contato direto entre Moisés e Deus, foi o escolhido para se tornar o Sumo Sacerdote do Tabernáculo. Seus filhos Nadabe, Abiú, Eleazar e Itamar, foram os escolhidos para, possuídos pelo Espírito Santo, dirigirem e realizarem os trabalhos sacerdotais necessários. Formalmente empossados, envergavam trajes cerimoniosos para oficiarem os sacramentos e os cultos apropriados no Tabernáculo. 

Além das cerimônias, os sacerdotes oficiavam os ritos de sacrifícios, para a expiação dos pecados. Verdadeiros e necessários instrumentos do perdão, pois presumivelmente, era difícil cumprir todas as exigências e determinações. 

As muitas leis, preceitos e interpretações existentes, implicavam em muitas transgressões que eram remidas através dos rituais de sacrifício e holocausto. 

Havia leis sobre animais limpos e imundos, leis acerca da lepra, leis acerca das Imundícies do homem e da mulher, leis acerca de casamentos ilícitos, leis acerca dos altares, leis acerca dos servos, leis acerca da propriedade, leis acerca da violência, leis civis e religiosas e condutas passíveis até de morte, através de execuções sumárias e violentas. 

Para se expiar os pecados, era necessária uma oferta em holocausto ao Senhor. “Chamou o Senhor a Moisés e, da tenda da congregação, lhe disse; fala aos filhos de Israel e dize-lhes; quando algum de vóz trouxer oferta ao Senhor (...) Se a sua oferta ao Senhor for holocausto em aves, trará a sua oferta de rolas ou de pombinhos. O sacerdote a trará ao altar, e com a unha, lhe destroncará a cabeça sem a separar do pescoço e a queimará sobre o altar; o seu sangue ele o fará correr na parede do altar”. (Levítico Cap 1 Vers 1 e 2 – 14 e 15) 

Deus, o Grande Arquiteto do Universo, Criador dos Mundos, Inteligência Suprema, recomendando a utilização da unha para que uma ave fosse trucidada impiedosamente, para em seguida ser incinerada até a carbonização total? 

Qual seria o objetivo prático disso? Como se poderia eliminar a culpa de um pecado cometido por uma pessoa, através da morte e sacrifício de um animal? 

Qual seria o pecado? Poderia ser, por exemplo, o pecado descrito no Livro de Levítico;”Falai aos filhos de Israel e dizei-lhes: Qualquer homem que tiver fluxo seminal do seu corpo, será imundo por causa do fluxo, (...) Quando pois o que temfluxo, dele estiver limpo, ao oitavo dia tomará duas rolas ou dois ombinhos, e viráperante o Senhor, à porta da tenda da congregação. (Levítico Cap 15 Vers 2 – 13 e 14) 

Aqui, se faz necessária uma reflexão a respeito de Deus, o Supremo Criador.

Nós, seres humanos inteligentes, capazes, com tantas obras realizadas e inegáveldomínio sobre diversas ciências, apesar de termos avançado significativamente emdiversas áreas do conhecimento humano, continuamos incapazes de desvendar osgrandes mistérios do universo. 

Na origem dos principais mistérios que desafiam a capacidade e a inteligência humana, existe uma força maior, um poder realizador que faz acontecer, como verdadeira mágica, aquilo que o gênio humano não consegue sequer compreender. 

A vida se situa nesta área insondável; o homem, não saberia nem por onde começar, se pretendesse construir uma formiga ou um ser vivo menos complexo. O homem não poderia produzir, por seus meios, uma planta, uma graminácea que fosse. 

Fazer uma semente germinar, frutificar, se multiplicar e se converter em milhões de plantas em um campo? Pobre homem; está muito distante de uma façanha desta envergadura. 

Deus, seja como for, esteja onde estiver, tenha a forma ou o nome que tiver, tem o poder de realizar. Realizou e realiza todos estes milagres que escapam da compreensão humana. 

Descer no Monte Sinai ou no Tabernáculo e diretamente transmitir planos de trabalho para a confecção de arcas, listar materiais para produzir instalações ou detalhar formas de sacrificar animais, parecem tarefas distantes da grandeza e do poder da suprema força de criação do Altíssimo e Onipotente Senhor dos Mundos. 

Com isso, não pretendo invalidar as Escrituras Sagradas, mas estas passagens merecem no mínimo uma releitura, diante da forma simplória como descrevem um evento que seria de inenarrável grandiosidade; a manifestação direta do Deus vivo. 

As criações do Senhor dos Mundos, são manifestações vivas do equilíbrio e do bom senso. Vejam os movimentos de rotação e de translação eternidade afora, mantendo planetas em sincronia, através de movimentos estáveis, planejados e integrados. Toda a vida na terra está ligada às movimentações dos planetas de nosso sistema; todos nós conhecemos a importância do Sol, para a existência da vida na face da terra. Observe a si mesmo e veja a maravilha que é o mecanismo que lhe permite enxergar, respirar e pensar autonomamente. Veja o milagre em si mesmo e ao seu redor e perceba que o Senhor dos Mundos, é de fato grande, supremo e que existe por si mesmo e que é possível acreditar em sua existência, observando todas as suas obras. 

Moisés, por dedução através dos indícios dos textos bíblicos, parece ter sido o cérebro que engendrou e executou a construção do Tabernáculo e da Arca da Aliança. 

Moisés também, presumivelmente, planejou e induziu toda uma nação a seguir leis e caminhos concebidos por sua própria mente, utilizando para isso uma estratégia de convencimento infalível; falava em nome de Deus. 

Em nome de Deus, Moisés criava leis, determinava comportamentos, nomeava sacerdotes, condenava pessoas e planejava rituais. A conclusão que se chega, infelizmente, é que não mudou muito de lá para cá; também hoje, espertalhões se aproveitam da fé e da credulidade de incautos e constroem fortunas convencendo as pessoas, não mais à sacrificarem animais em holocaustos e sim em entregarem voluntariamente, seus minguados recursos e pertences, que, posteriormente servirão para estes tais, adquirirem mansões, carrões, aviões, emissoras de televisão e todo o luxo e patrimônio que o dinheiro indevido pode adquirir nestes tempos atuais. 

Enquanto se esbaldam usufruindo benesses, os verdadeiros “pombinhos” da ingenuidade, são imolados no altar do desconhecimento, sacrificando-se em nome de uma fé cega e inabalável. 

Isac Bispo Ramos

 

 

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